Teia social/principios

De Teia Social
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A teia social é um jeito...

A teia social é um site na internet, do tipo wiki, no qual se constroem, gerem e compartilham informações úteis à sociedade. Mas não é apenas um site.

A teia social é uma concepção, um modo de trabalho, que tem um horizonte de mundo, objetivos e valores próprios, um ideal. Mas não é apenas uma ideia.

A teia social envolve organizações, mas não é apenas um conjunto de parcerias. Abre-se a voluntários, mas não somente um trabalho de voluntariado. Não é apenas teórica ou prática, mas combina as duas dimensões, e outras mais.

Não é apenas uma comunidade, porque mesmo nos locais em que esta não esteja formada, a ideia já vale por si só, e o compartilhamento de informações pela internet estará sempre lá, para quem quiser conhecer.

Enfim, composta de tantas coisas diferentes, para simplificar e ressaltar o mais importante, a teia é um jeito de lidar com os problemas públicos, feito dos itens a seguir...

Plantar consenso

A teia social é um jeito de plantar consenso...

A metáfora do plantar é muito importante para a teia. Ela afirma que partimos do pressuposto de que as coisas não acontecem por geração espontânea a partir do que deve ser. Alguém tem que fazer. E se não está funcionando, se há um problema público, é porque ainda não foi feito de uma forma que funcione. Então é preciso plantar hoje, fazer do jeito certo, para que um dia funcione.

E o que seria esse jeito certo, num espaço tão diversificado como a Teia? O jeito certo é pelo consenso, pelo diálogo e pela partilha de diferentes compreensões, alcançando ideias, diagnósticos e atividades compartilhados. Consenso não quer dizer que todos precisam concordar, nem que o bom resultado depende somente da boa vontade dos envolvidos. Problemas públicos são tratados pelo Direito, e muito há de responsabilidade jurídica e social que recai sobre toda a sociedade.

Colher soluções públicas

A teia social é um jeito de plantar consenso para colher soluções públicas...

Se falamos em soluções é porque estamos pressupondo problemas... e é isso mesmo aqui na teia. Partimos de problemas públicos e buscamos soluções. Acreditamos que se as coisas não estão funcionando agora é porque não foram construídas para tanto, não importa o quão óbvio e esperado seja que aquilo já tivesse sido feito.

Então alguém precisa fazer. Mas sendo os problemas complexos, que demandas várias pessoas e vários elementos para funcionarem, as soluções não vão acontecer sem que várias pessoas se envolvam, e sem que algumas dessas tenham a iniciativa e assumam a liderança, ainda que de parte das atividades.

Para colher as soluções públicas que queremos, é precisa plantar antes consenso, mas também é preciso que essas soluções sejam construídas não de qualquer jeito, mas incluindo elementos essenciais, para que sejam realmente boas soluções.

Impacto

A teia social é um jeito de plantar consenso para colher soluções públicas feitas de impacto...

Se falamos em soluções, queremos que elas sejam efetivas. Ou seja, não basta praticar a atividade que imaginamos que vá resolver o problema. Não basta nem mesmo conseguirmos produzir o produto que imaginamos ser o adequado, com o gasto mínimo possível e na quantidade e tempo adequados.

O que fazemos precisa causar impactos efetivos, concretos e mensuráveis na melhoria do problema público que nos motivou no início de cada atividade desenvolvida.

Transparência

A teia social é um jeito de plantar consenso 'para colher soluções públicas feitas de impacto + transparência...

Mas se pensássemos apenas no impacto, no resultado concreto, seríamos levados a um pragmatismo um tanto estéril.

Não é um bom propósito chegar a um resultado pelo caminho errado. Devemos incorporar todos os requisitos para que aquele resultado almejado possa ser o mais seguro e completo possível. Para isso, a transparência é requisito fundamental.

A transparência do que faço, como faço, porque faço, quando e onde faço, com quem faço e assim por diante, permite a análise, a crítica e a participação de todos os interessados, e permite, por meio dessas, que eu vá, contínua e progressivamente reavaliando e adequando minha ação até que ela considere todos os senões que os outros podem me opor.

Veja um Decreto no tema [1]

A teia social é um jeito de plantar consenso 'para colher soluções públicas feitas de impacto + transparência + diálogo....

A transparência é muito importante, mas sozinha é insuficiente. Ela tende a ser muito festejada, mas não resolve as coisas por si só. Se se adota apenas a transparência, facilmente se passa para uma polarização na qual os órgãos que tiveram suas informações divulgadas (normalmente por pressão externa) passam a ser cobrados, criticados e punidos pelos problemas revelados através de suas informações. E passam a se defender e esconder a informação (ou manipulá-la). A solução para esse impasse é o diálogo.

Assim, após colocadas as cartas na mesa, as partes, a sociedade, o poder público e privado, devem conversar, dialogar, sentar à mesa para tentar entender as diferenças e incompreensões de forma construtiva. E para o que tem de ser mudado, estipular e acordar metas razoáveis de implementação e fiscalização do cumprimento.

Integração

A teia social é um jeito de plantar consenso 'para colher soluções públicas feitas de impacto + transparência + diálogo + integração ...

Mas o diálogo é apenas uma forma, e uma forma inicial de interação. A participação, a cooperação, a colaboração, a coordenação e a integração, o último grau nessa linha de interações, são outras formas, graus e degraus que é necessário subir para a obtenção de resultados de alta qualidade.

A integração é um princípio geral de inclusão. Significa integração de conhecimentos, de atividades, de organizações, de diferentes horizontes de tempo, de diferentes interesses etc.

O programa 'delivering as one' da ONU é um exemplo do princípio da integração. Veja em [2]

Diversidade

A teia social é um jeito de plantar consenso 'para colher soluções públicas feitas de impacto + transparência + diálogo + integração + diversidade ...

Mas a integração de todas as diferentes perspectivas é um desafio enorme e que não pode ser resolvido pelo modo mais fácil e garantido de fazê-lo, que é pela força. A integração deve acontecer com a máxima preservação das particularidades e necessidades de cada um, que seja possível de fazer, sem prejuízo aos resultados almejados e aos demais princípios.

A diversidade é o mais belo, frágil e difícil valor de se preservar nos dias de hoje, nos quais a tecnologia e a comunicação em massa padronizam tudo. A proteção e a promoção da(s) diversidade(s) devem ser priorizadas, sempre que possível, nas atividades da teia.

Sustentabilidade

A teia social é um jeito de plantar consenso para colher soluções públicas feitas de impacto + transparência + diálogo + integração + diversidade + sustentabilidade...

O valor da sustentabilidade, que foi consagrado na área ambiental, é um valor geral aplicável a muitas situações. Em nosso caso, queremos que as soluções públicas sejam sustentáveis, ou seja, queremos que durem muito e tenham um horizonte de longo prazo.

Significa que queremos evitar o desperdício de recursos do retrabalho e que queremos adotar medidas que possam ser adotadas no futuro e continuar valendo. Dos muitos impactos desse princípio, um deles é que as relações com as pessoas devem ser construídas positivamente durante a solução dos conflitos, pois resultados conseguidos com prejuízo da relação de confiança não poderão ser repetidos no futuro, e prejudicarão outros princípios de trabalho.

Equilíbrio

A teia social é um jeito de plantar consenso para colher soluções públicas feitas de impacto + transparência + diálogo + integração + diversidade + sustentabilidade + equilíbrio.

Evidentemente que toda essa quantidade de elementos, cada qual já por si dotado de imensa complexidade, não tem uma resposta pronta, rígida ou simples para qual combinação de elementos privilegiar, e em que medida, na solução de cada caso.

Uma das características mais importantes desse equilíbrio, além do fato de que ele contém importante imparcialidade perante as pessoas e interesses, é que ele não se confunde com uma igualdade no caso concreto.

Embora na teoria todos tenham a mesma dimensão de importância, no caso prático cada interesse precisa proteção e responsabilidade em uma certa medida. Não existem culpados e inocentes, mas pessoas que estão em posições que prejudicam ou auxiliam, em menor ou maior grau, na obtenção da solução pública buscada.

Exemplo de quando não se tem equilíbro e se opta pela punição: http://atualidadesdodireito.com.br/henriqueziesemer/2013/10/27/o-demonio-chamado-direito-penal/

As atividades da teia não servem apenas para buscar o equilíbrio entre os diversos atores sociais envolvidos e atingidos pelo problema público, mas também para equilibrar quaisquer outras espécies de elementos. Trata-se da busca de um equilíbrio substancial e não apenas da igualdade formal.

Assim, se o nosso dia-a-dia das atividades públicas é basicamente absorvido pela busca, no passado, dos responsáveis pelos problemas de agora, e de uma 'correria' para fazer o melhor possível para as inúmeras demandas de nosso presente, a busca de equilíbrio na teia nos levará a uma ênfase no futuro como propósito de trabalho.

Entre o presente e o futuro, também devemos buscar um equilíbrio entre objetivos de curto, médio e longo prazo,sendo que nenhuma dimensão pode ser completamente excluída. Também se fala (citar autor) de um equilíbrio entre 'cabeça' -conhecimento, 'coração' - emoção, e 'mãos' - ação.

Introdução aos princípios

1.4 Princípios da teia social.


A teia social relaciona, na teoria e na prática, milhares de questões públicas relevantes, o que a desafia severamente no sentido de manter-se coesa e capaz de propiciar um ambiente e um método de trabalho que permita a construção de uma direção razoável de ação para tão diversos agentes e interesses sociais quanto existem em uma sociedade.

Os princípios da teia, dos quais já falamos em outros momentos, sendo natural que se repitam em ainda muitos outros, são: impacto social (objetivado), transparência pública (como método e como objetivo das atividades), colaboração e integração (entre organizações, pessoas, informações etc.), diversidade (máxima preservação possível ante as necessidades públicas), sustentabilidade (ação para o longo prazo e durabilidade das soluções) e equilíbrio dinâmico (proporcionalidade e eficiência no cumprimento de deveres pelos agentes envolvidos no problema público).

Cada um dos seis princípios contém e integra diversos valores individuais e coletivos que nele se condensam. Numa síntese, o trabalho na teia é partir de princípios e por eles agir até alcançar a finalidade pública (impacto social positivo), incluindo nesta a realização dos próprios princípios (que, portanto, são finalidades também); e usando nesse caminho os demais elementos de trabalho da proposta da teia social.

Assim, os princípios da teia são simultaneamente fundamentos e objetivos das atividades praticadas, privilegiando uma coerência entre o que se faz e o que se propõe que os outros façam. Assim, excetuado o impacto social, que é apenas objetivo da teia, os demais são tanto fundamentos que orientam as ações e restringem o que com eles é incompatível, como objetivos da teia que, além do impacto social sustentável no tema e problema concreto abordados, devem desenvolver a transparência pública no tema e preservar o equilíbrio e a colaboração entre as diversidades.

Nesse sentido, busca-se trabalhar com a transparência ao mesmo tempo em que se contribui com a expansão da transparência pública. Procura-se atuar de forma sustentável (em suas mais variadas dimensões, como mediante a preservação do diálogo) e produzir resultados sustentáveis de longo prazo. Ademais, os princípios, assim como os demais elementos da teia, têm profunda integração entre si e para um princípio como o do impacto social concreto (objetivo ao qual se orientam as atividades da teia) contribuem:

a) a transparência (permitindo que o conhecimento das atividades da teia antecipe suas objeções e falhas, e consequentemente as correções);

b) a colaboração (não é possível resolver problemas públicos complexos sem a coordenação da atuação de diversas organizações);

c) a diversidade (propostas de soluções produzidas por grupos homogêneos ignoram, por mais bem intencionadas que sejam, circunstâncias e requisitos essenciais a seu funcionamento que se relacionam e são de conhecimento simples e óbvio para outros grupos sociais);

d) a sustentabilidade (não há impacto social concreto e efetivo se a solução apresentada tem pouca durabilidade e logo pára de funcionar e precisa ser refeita, com novas discussões e gastos);

e) o equilíbrio dinâmico (há uma tendência natural a entropia nas atividades humanas e da natureza, e as ações e conhecimentos que se percebem apenas em abstrato tendem a perder a legitimidade ou efetividade se não são ajustadas a todas as partes envolvidas nos problemas, cada qual com a sua parte definida para aquela posição circunstancial ocupada.

As demais relações e o aprofundamento dos princípios serão estudados nos subitens que se seguem.

Outras questões sobre os princípios

Os princípios servem para o ‘controle de constitucionalidade’ dos atos realizados dentro da teia pelos participantes, de modo a equilibrar os diversos interesses e proteger a imparcialidade das ações e a equidade dos espaços públicos.

É necessário o desenvolvimento constante das regras de conduta compatíveis com as leis, pois a teia, como um ambiente de interação livre e de gestão do conhecimento, necessita de regras que equilibrem a liberdade das partes (indivíduos, grupos etc.) em relação à integridade do todo (outros grupos, outros indivíduos etc.).

O objetivo final ao qual se propõem as atividades da teia é o de produzir conhecimento em soluções, ou seja, propostas reais para problemas reais; públicas, ou seja, de interesse da coletividade, da sociedade, ou, no mínimo, de grupos suficientemente representativos da 'diversidade' social; práticas, ou seja, aplicáveis no dia-a-dia das pessoas, com os recursos disponíveis e levando em conta as limitações concretas existentes; e, finalmente, sustentáveis,ou seja, que sejam efetivas, que realizem de fato o objetivo para o qual foram concebidas, incluindo todos os viéses relacionados, as partes interessadas e os conhecimentos aplicáveis, de forma a que se sustente e seja estável ao longo do tempo, e não uma mera e parcial resposta a reclamações pessoais dos interessados, que rapidamente venha a se mostrar insuficiente quando se deparar com outros interesses e limitações sociais que tenham sido excluídos da concepção da solução.

A sustentabilidade deve estar presente não só na questão da inclusão dos diversos atores sociais, como também no que tange aos diversos ângulos de conhecimento, sendo imprescindível a solução de sustentabilidade jurídica,econômica, política etc.

Aqui temos a necessidade de uma reflexão sistêmica e dialógica sobre os problemas sociais complexos, mutáveis e interligados, além da busca das soluções ideais e abrangentes de todos os elementos e interesses relevantes, que possam ser colocadas em prática, ainda que de forma gradual, e que se mantenham eficazes pelo maior tempo possível.

A atuação na teia social não substitui nem conflita com o exercício funcional, institucional, oficial e ordinário de cada uma das organizações públicas ou privadas que atuem na mesma área. O conhecimento desenvolvido na teia social tem a finalidade de complementar as atividades corriqueiras.

O diálogo com as diferenças como o principal meio de trabalho. Entende que, para esse diálogo ter qualidade, deve ser acompanhado de uma auto-reflexão, que nos permita entender a posição do Outro e colaborarmos na busca de solução para desafios comuns.

Das diversas ações de que o homem é capaz, o diálogo está entre as mais eficazes para a solução de problemas sociais. Claro que a reflexão, os estudos e a ação prática também são fundamentais, mas é normalmente pela falta de um diálogo qualificado que não se alcançam soluções para os desafios sociais de nosso tempo.

Quem gosta de conversar sabe que, nos assuntos complexos, é comum a discordância, a comunicação falha e os pontos-de-vista distintos/divergentes. A grande questão aqui são as diferenças. É mais fácil confiar em alguém de sua família, em um amigo, em um colega de trabalho, em um vizinho etc. Em cada oportunidade que temos de nos relacionar com alguém, naquilo que ele tem (ou imaginamos que tenha) em comum comigo, sinto-me seguro e me comporto amistosamente.

Ocorre que a nossa atual e complexa sociedade é exatamente o oposto disso. Um exemplo pode ser dado no campo científico: as inúmeras disciplinas do conhecimento - as ciências humanas e sociais - abordam uma mesma questão de formas totalmente diferentes. Num viés mais pessoal, os indivíduos têm histórias, origens familiares, personalidades, circunstâncias atuais, interesses, formações, comportamentos, papéis desempenhados, percepções culturais em geral e estratégias de vida diferentes. Ocupam funções diversas, de diferentes hierarquias e salários, em diferentes organizações e regiões do país, além de possuírem diferentes representações sobre o tempo(curto, médio e longo). São tantas as diferenças a ameaçar nossa identidade e nossos interesses, que o consumo individual de bens que nos dêem liberdade parece a melhor coisa a fazer.

Mas não adianta. Na família, na rua, no trabalho, na faculdade, e em qualquer outro lugar em que eu estiver, encontrarei aquelas diferenças, e preciso saber dialogar com elas para viver uma vida melhor, seja a particular, seja no convívio com os demais. Devemos reconhecer, verdadeiramente, a importância que cada um tem em seu ponto de vista, sem que as inúmeras diferenças elencadas possa, por si, excluir o reconhecimento, a validade e a aplicabilidade das demais.

A diversidade na teia quer dizer que se objetiva, sempre, incluir ao máximo possível as diversas opiniões, posições, interesses e direitos envolvidos em cada problema público. Para isso, contudo, é necessário que cada um exerça sua diversidade de forma a não prejudicar indevidamente as individualidades dos demais, entendendo 'indevidamente' como uma vantagem pessoal que diminua o espaço público geral de todos os demais indivíduos.

Embora seja o primeiro passo, e portanto fundamental, o reconhecimento das diferenças não é suficiente. Precisamos nos colocar no lugar do outro, com empatia, para entendê-lo e aceitá-lo como realmente é, ele e suas circunstâncias. E precisamos trabalhar em conjunto, em constante colaboração, para que possamos vencer os desafios que obstaculizam o desenvolvimento. Além disso, é uma definição abrangente do problema - incluída aí a máxima diversidade de pontos de vista e interesses - que nos trará um melhor resultado.

Todo esse trabalho pode, à primeira vista, parecer desnecessário, mas para que se obtenham resultados expressivos, é o melhor caminho. Como diz o ditado "Quer ir rápido, vá sozinho, quer ir longe, vá acompanhado". Vejam o quanto esta ideia associa o conceito de sustentabilidade - algo durável, que vai longe - com a ideia de colaboração e comunidade.

a diferença entre igualdade e equilíbrio, sendo que a primeira é tratar a todos exatamente igual e a segunda é tratar a cada um de forma a que todos alcancem a melhor posição relativa possível em relação aos demais, levando em consideração que as pessoas em si, bem como as posições que ocupam e as circunstâncias de vida são profundamente desiguais.

Aqui se aborda a necessidade de um equilíbrio inclusivo, seja para as pessoas, seja para as ideias ou coisas, que não atribua apenas a um os méritos ou deméritos e tampouco exclua ninguém da solução, ainda que o equilíbrio, no caso concreto, atribua partes diferentesa cada um, considerando as posições que ocupam no sistema do problema e no sistema da solução.

O 'sistema' do problema e o 'sistema' da solução não devem ter nenhum de seus integrantes, pessoas ou coisas, excluídos, exclusivos ou fora de sua posição e com menos ou mais do que a parte que lhe cabe. Para isso é necessário que as partes e os interessados tenham uma parcialidade empática com o outro e não uma posição dogmática e arrogante. Por outro lado, as autoridades não envolvidas, os mediadores e os demais terceiros devem manter sua imparcialidade, mas uma imparcialidade engajada na solução dos problemas públicos e deacordo com as demais leis da teia.

É o princípio pelo qual, diante de vários elementos, pessoas, posições, interesses etc. não se parte de nenhum apriori de importância dos mesmos, mas ao contrários, busca-se no caso concreto a distribuição de atividades que atribui a configuração ótima de posições no sistema e melhor realiza os direitos edeveres sociais e o objetivo e princípios da teia.

No exercício das atividades organizacionais também deve-se buscar equilíbrio entre suas diversas dimensões. A 'eficiência', que tem a ver com o melhor uso e planejamento dos recursos disponíveis ou necessários, a 'eficácia' que abarca as atividades e produtos feitos num determinado período e a qualidade interna, a 'efetividade' que significa a qualidade e extensão dos impactos externos de suas atividades, e a 'vivência' que demonstra como se desenvolveram, como se encontra e qual o potencial das relações humanas entre as pessoas envolvidas e autoras das atividades.

A régua conceitual é um instrumento do equilíbrio inclusivo e permite que se tenham em vista todos os conceitos pertinentes e se ajustem os mais aplicáveis ao caso, com a ponderação em relação aos demais. A régua conceitual contrapõe-se a comum dicotomia binária 'certo' OU 'errado', 'eficaz' OU 'ineficaz' etc. e agrupa diversos conceitos pertinentes, numa escala crescente de densidade. Em vez de 'branco' e 'preto' tem-se todo um 'cinza' entre eles, e uma transição mais contínua e equilibrada dos opostos.

Um exemplo de aplicação do conceito especial de ’régua conceitual’, partindo de uma situação de mais conflito em direção a uma situação de mais cooperação: a interação pode se dar por meio de conflito (caráter geral ou indefinido), disputa (caráterdefinido), concorrência/competição (disputa legitima por bens e direitos escassos, onde um ganha e o outro perde), conciliação(solução da interação por intervenção de terceiro que respeita as partes e a proporcionalidade dos interesses), alinhamento, articulação, mediação (solução sustentável e de pouco custo, participativa e proporcional) e integração.

O equilíbrio entre as gerações. O futuro e as tendências estão comos jovens, a responsabilidade e a ação direta está com a meia-idade e a memória da evolução histórica e as experiências estão com os velhos. O que for feito, deve fazer a melhor integração possível dessas dimensões.

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