Meio ambiente/areas de risco

De Teia Social
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TEMAS E ABORDAGENS EM MEIO AMBIENTE: Introdução ao Meio Ambiente, Águas, Animais, Áreas protegidas, Licenciamento Ambiental, Mudanças Climáticas, Resíduos Sólidos, Temas complexos, Atividades, Problemas e respostas, Estratégia, Comportamento, Agentes, Conhecimento, Agendas e mapas, Resultados, Visões divergentes


Conteúdo

Áreas de risco:

Estudo da Unicamp sobre mapeamento de áreas de risco: [1]

Aterros sanitários

Aterro Mantovani [2]

Aterro Holambra.

Lixões

Áreas contaminadas [3]

Fraturamento hidráulico: como é viver próximo a poços de gás de xisto [4]

Time lapse map of every nuclear explosion ever on earth [5]

Cetesb e áreas contaminadas [6].

Há mapeamento da Cetesb, desde 2001 das áreas contaminadas. Mais de 4000. Onde está na internet? No Brasil são mais de 2 milhões de pessoas expostas, onde está a fonte desse dado?

V. Programa Vigisolo - Programa de Vigilância Ambiental em Saúde de Populações Expostas ou sob Risco de Exposição a Solos Contaminados Introdução

As mudanças   ocorridas em todo o planeta, com incremento da população urbana   e ocupação desordenada do solo, tiveram como consequência   a degradação ambiental e a ocorrência de áreas contaminadas,   causadores de doenças e agravos à saúde da população.   No Brasil os maiores reflexos destas mudanças ocorrem principalmente   na Região Sudeste, em especial no Estado de São Paulo, que no   ano de 2010 totaliza expressiva quantidade de áreas (n=3675).
Uma área   contaminada corresponde a local ou terreno onde há comprovadamente poluição   ou contaminação causada pela introdução de quaisquer   substâncias ou resíduos que nela tenham sido depositados, acumulados,   armazenados, enterrados ou infiltrados de forma planejada, acidental ou até   mesmo natural.1
As populações   potencialmente expostas são aquelas que estão, estiveram ou estarão   em contato, por meio de uma rota completa, com os contaminantes de interesse.1   A rota de exposição corresponde ao processo que permite o contato   dos indivíduos com as substâncias químicas originadas em   uma fonte de contaminação inclui 5 elementos: (1) a fonte de contaminação,   (2) o compartimento ambiental (3) o ponto de exposição, (4) a   via de exposição e (5) população receptora. A rota   será considerada potencial quando um ou mais dos elementos citados não   estiver definido.1
As ações   de vigilância epidemiológica de população exposta   a solo contaminado integram o Sistema Único de Saúde (SUS), e   devem ser planejadas e executadas segundo critérios técnicos definidos   em conjunto com a vigilância ambiental, vigilância sanitária,   saúde do trabalhador, laboratório de saúde pública   e demais entidades públicas envolvidas com o tema, compondo a gestão   de vigilância em saúde.
No Estado de   São Paulo, o gerenciamento de áreas contaminadas é responsabilidade   da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo - CETESB - da Secretaria   de Estado de Meio Ambiente, e a realização das ações   de vigilância em saúde ambiental tem sido efetivada através   da atuação integrada com este setor.
No que concerne   à atenção a populações expostas a áreas   contaminadas, o Sistema de Vigilância Epidemiológica da Secretaria   de Estado da Saúde, coordenado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica   – CVE é responsável pela análise de situação   e pelas medidas de prevenção e de controle das populações   expostas. Estas ações vêm sendo desenvolvidas no âmbito   do CVE pela Divisão de Doenças Ocasionadas pelo Meio Ambiente   e Grupos de Vigilância Epidemiológica.

Metodologia Populações Expostas

A identificação   de populações expostas a áreas contaminadas por contaminantes   químicos constitui um processo contínuo cujo objetivo é   a estimativa do tamanho e as características das populações   que tem maior probabilidade de, seja no passado, no presente ou ainda, no futuro,   estarem expostas aos contaminantes químicos presentes no local e/ou em   seu entorno.1
A avaliação   da população exposta à contaminante ambiental usa instrumentos   e métodos que propiciam o conhecimento, a detecção dos   impactos e o risco de exposição a substâncias químicas   presentes no solo.
O levantamento   de solo contaminado deve ser realizado a partir da listagem da CETESB, o qual   é sistematizado e georreferenciado para a caracterização   da área. Este levantamento subsidia os estudos iniciais para desenvolvimento   de ações de Vigilância em Saúde Ambiental por meio   do conhecimento dos possíveis contaminantes, do meio impactado e das   populações com maior potencial de exposição aos   contaminantes.
No processo   de identificação de áreas contaminadas e de populações   expostas, assim como na avaliação de risco à saúde   humana, faz-se necessária, portanto, a compreensão do uso do território   pelas populações. O território do distrito sanitário   ou do município caracteriza-se por uma população específica   que vive em tempo e espaços determinados, em que se verifica uma complexa   rede de interação social, além da relação   entre população e serviços no nível local, e com   gestores de unidades prestadoras de serviços de saúde. Este espaço   apresenta, portanto, um perfil demográfico, epidemiológico, administrativo,   tecnológico, político, social e cultural, que o caracteriza como   um território em permanente construção.2
 Programa   Vigisolo
O Programa VIGISOLO   - Programa de Vigilância Ambiental em Saúde de Populações   Expostas ou sob Risco de Exposição a Solos Contaminados –   encontra-se em implantação nas Regiões de Saúde   do Estado de São Paulo, pelos Grupos de Vigilância Epidemiológica   - GVE’s Regionais e Municipais. No âmbito Regional e municipal as   Vigilâncias Ambientais e Sanitárias estão no VIGISOLO e   participam também dessas ações. 

Para a realização de ações e atividades integradas, transdisciplinares e intersetoriais do VIGISOLO, a Divisão de Doenças Ocasionadas pelo Meio Ambiente do CVE, com a colaboração dos GVE’s Regionais e colaboração externa elaboraram um manual de procedimentos de vigilância epidemiológica relacionados à população exposta a solo contaminado. O manual tem os passos para as ações do VIGISOLO, conforme a figura 1.

Capacitação da Rede de Saúde

Para dar inicio   às atividades nos anos de 2010 e 2011 foram capacitados vários   profissionais da saúde. 

No ano de 2011, o foco foram os cursos para capacitação do Sistema de Vigilância em Saúde de População Exposta a Solo Contaminado – VIGISOLO, convidando para tanto os GVEs e municípios com “áreas contaminadas” sendo que estão sendo capacitados trezentos e cinquenta (350) municípios deste estado, totalizando 416 profissionais das vigilâncias em saúde (epidemiológica, ambiental e sanitária).

O objetivo maior   dessas capacitações é padronizar as etapas do processo   de avaliação de saúde em áreas contaminadas por   resíduos perigosos, alimentar o SISSOLO – Sistema de Informação   de Vigilância de População Exposta a Solo Contaminado, para   efetiva realização das ações de saúde nesse   contexto, subsidiando gestores e trabalhadores do SUS frente ao compromisso   com o desenvolvimento de estratégias setoriais e intersetoriais.
Paralelamente,   ainda em andamento, há um trabalho de avaliação do SISSOLO,   realizado em conjunto com a DOMA / CVE / SES / SP e EPISUS / SP, para assegurar   que estão sendo monitorados os problemas de importância para a   saúde pública de maneira eficiente e efetiva, além de analisar   seus atributos qualitativos, quantitativos e sua utilidade, propondo recomendações.

Resultados

Atualmente 258   profissionais da vigilância possuem login para acessar o SISSOLO. No estado   de São Paulo o SISSOLO conta com 691 áreas contaminadas cadastradas   pelos serviços de saúde e serão essas áreas priorizadas   em 2012 para a CETESB informar os contaminantes de interesse e a extensão   das plumas. 

A seguir, apresenta-se a espacialização das áreas contaminadas que poderão ser alvo de investigações epidemiológicas, devido ao potencial de exposição da população a solo contaminado, distribuídas por regiões e municípios do estado de São de Paulo. Áreas Contaminadas no Estado de São Paulo por Regiões de Saúde- Ano Base: 2008 e 2009

Confecção:   NIVE/DOMA/CVE/CCD/SES/SP

Áreas Contaminadas No Estado De São Paulo Por Regiões De Saúde - Ano Base 2009


DOMA/CVE/CCD/SES – SP Referências

Ministério   da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Vigilância   Ambiental/VIGIPEQ: Definições. Disponível em URL
 <HTTP://www.portal.saude.sp.gov.br > [25 maio 2010].
Mendes EV. Distritos   sanitários: processo social de mudanças nas práticas sanitárias   para Sistema Único de Saúde. São Paulo: Editora Hucitec/Rio   de Janeiro: ABRASCO; 1993.

Ministério Público pede fechamento de parque em SP por suspeita de contaminação: [7]

Mansões Santo Antônio - Município de Campinas [8]

PFCD: atuação no tema 'desastres socioambientais e defesa civil':[9]

MPF/RJ quer medidas emergenciais para evitar desastres naturais em Resende [10]

MPF/RJ: lixo atômico das usinas de Angra deverá ter local adequado para armazenamento [11]


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